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Reconhecimento federal viabiliza ações emergenciais após chuvas em Belém

Cidade registra maior volume de chuva em dez anos e 42 mil pessoas afetadas; equipes federais, estaduais e municipais atuam emergencialmente.

22/04/2026 às 22:39
Por: Redação

O reconhecimento da situação de emergência em Belém, capital do Pará, foi formalizado pelo governo federal após intensas chuvas registradas no último fim de semana terem provocado alagamentos severos em diversos bairros da cidade.

 

Segundo informações da administração municipal, aproximadamente 42 mil moradores foram impactados pelos alagamentos considerados os mais graves da última década no município, com prejuízos significativos para as famílias atingidas.

 

A portaria que oficializa a condição emergencial foi publicada na terça-feira, 21 de abril de 2026, no Diário Oficial da União. O documento também estende o reconhecimento ao município de Ananindeua, que integra a região metropolitana de Belém. Com a medida, ambas as cidades ficam autorizadas a requisitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) destinados a ações de defesa civil.

 

O volume de chuva registrado em Belém superou 150 milímetros em menos de 24 horas, patamar classificado como extremo. Como consequência, rios da região transbordaram e resultaram no alagamento de múltiplos bairros. Muitas residências foram inundadas e diversas famílias perderam móveis e pertences.

 

Equipes locais foram mobilizadas para atuar em caráter emergencial. Entre as medidas adotadas estão a entrega de cestas básicas e kits de higiene para a população atingida. Paralelamente, profissionais de assistência social realizam o cadastramento dos afetados para viabilizar a concessão de benefícios. Outra frente de atuação concentra-se na prevenção de novos alagamentos, com a remoção de resíduos que bloqueavam o escoamento de água no Canal do Mata Fome, onde um lixão irregular dificultava o fluxo.

 

Atuação técnica e próximos passos

 

Além da homologação do estado de emergência, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao MIDR, encaminhou uma equipe técnica ao Pará para prestar apoio às prefeituras e defesas civis na condução dos processos pós-desastre, incluindo a elaboração de planos de trabalho.

 

“No caso de Belém, nosso apoio principal é na elaboração dos planos de trabalho, especialmente os que priorizam a assistência humanitária. As pessoas que foram diretamente afetadas precisam da ajuda dos governos federal, estadual e municipal”, afirmou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.


 

De acordo com o secretário, a próxima etapa consiste na formulação dos planos destinados ao restabelecimento das áreas atingidas.

 

“Quando a água começar a baixar, será possível iniciar o levantamento dos danos causados pelas inundações e o quanto das infraestruturas públicas foram destruídas”, explica.


 

A atuação da equipe técnica inclui suporte às administrações locais na execução das ações necessárias à recuperação das áreas afetadas e na assistência às famílias prejudicadas pelas chuvas intensas.

 

As informações detalhadas sobre as ações e os procedimentos adotados após as chuvas em Belém foram complementadas por dados fornecidos durante a cobertura do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

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