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Mais de 4 mil escoteiros se reúnem no Rio para Grande Jogo Regional

Evento celebra Semana Escoteira e Dia Mundial do Escotismo, destacando o impacto do movimento na formação de jovens para a cidadania.

27/04/2026 às 11:34
Por: Redação

O Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi o palco do Grande Jogo Regional 2026 neste domingo, dia 26, reunindo 4.372 crianças, adolescentes, jovens e adultos. O evento, considerado o maior do calendário escoteiro fluminense, contou com a participação de membros filiados à União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ).

 

A iniciativa ocorreu como parte das celebrações da Semana Escoteira e também marcou o Dia Mundial do Escotismo, que foi comemorado no último dia 23.

 

Edinilson Régis, diretor-presidente da Regional RJ da UEB, concedeu uma entrevista e destacou a tradição do local, afirmando que o Aterro do Flamengo tem sido o ponto de encontro para essa atividade desde a década de 1980. Ele explicou que o evento agrega escoteiros de todo o estado, vindos de diversas unidades e abrangendo todas as faixas etárias, desde os 5 até os 22 anos. O método educativo escoteiro, que embasa as atividades, foca no trabalho em equipe, na cooperação e no protagonismo juvenil.

 

Durante o encontro, os participantes se engajaram em uma série de atividades educativas e de integração. Os jovens percorreram um trajeto que lhes permitiu demonstrar e aprimorar seus conhecimentos. As dinâmicas propostas estimulavam a criatividade e abordavam temas mais complexos, como os primeiros socorros.

 

As atividades tiveram início por volta das 9h e se estenderam até as 15h, momento em que os escoteiros se reuniram em uma concentração para conhecerem os resultados e as conquistas do dia.

 

Impacto na formação e acolhimento

 

O movimento escoteiro é percebido por muitos como um ambiente de desenvolvimento e acolhimento. Ellisiane Pereira, administradora de 47 anos, mãe de Carlos Henrique, de 12 anos, que é escoteiro há três anos no Grupo Escoteiro Copacabana, ressaltou a importância da participação do filho.

 

“Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante. Todo mundo vê a habilidade que ele desenvolveu. Todas as competências que eu acho que um cidadão funcional deve ter ele está adquirindo aqui no grupo. Somos todos uma grande família”.


 

Gabriel Handl, de 33 anos, também integrante do Grupo Escoteiro Copacabana e educador no Movimento Escoteiro há uma década, expressou sua convicção de que o trabalho contribui para a formação de melhores cidadãos para a sociedade.

 

Ele destacou que “As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo".

 

Bernardo Tavares de Sá, de 17 anos, que é escoteiro há sete anos no Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, compartilhou sua experiência, mencionando que o escotismo o ajudou a fazer amizades, desenvolver senso de liderança e evoluir pessoalmente. Ele considerou o movimento escoteiro como uma das maiores contribuições em sua vida.

 

Educação complementar e valores

 

O diretor-presidente da UEB-RJ, Edinilson Régis, explicou que o escotismo atua como uma área de educação não formal, de caráter complementar. Este modelo pedagógico integra atividades práticas, vivências em grupo e contato direto com a natureza.

 

A metodologia é fundamentada no princípio do “aprender fazendo”, que empodera crianças e jovens, tornando-os protagonistas de seu próprio desenvolvimento e incentivando-os a serem agentes de transformação em suas comunidades.

 

Edinilson Régis enfatizou que diversos princípios são trabalhados dentro do movimento, com a conservação do meio ambiente sendo um dos pilares desde os primórdios do escotismo. O programa também visa o desenvolvimento da cidadania e do corpo físico, ajudando os participantes a conhecerem suas limitações e a estabelecerem projetos de vida, sempre de acordo com suas faixas etárias.

 

Os ramos “lobinho” e “filhote”, destinados aos mais jovens, são trabalhados a partir de um conceito lúdico, com a presença de chefes, personagens e histórias. À medida que crescem, os participantes têm contato com realidades mais complexas.

 

No ramo escoteiro, os jovens começam a participar de acampamentos e atividades de campo. Essas oportunidades permitem que as crianças aprendam a preparar sua própria comida e a organizar seu material, promovendo uma maior independência para a vida. O respeito ao próximo é um dos pontos fundamentais ensinados pela instituição.

 

A promessa do escoteiro envolve fazer o melhor possível para cumprir os deveres para com Deus – abrangendo todas as religiões –, auxiliar a pátria e o próximo em qualquer ocasião, além de obedecer à Lei Escoteira. Esta Lei é composta por dez artigos que articulam princípios universais como lealdade, altruísmo, pureza, bondade para com animais e plantas, e amizade.

 

O Movimento Escoteiro foi idealizado pelo oficial do exército britânico Robert Baden-Powell, nascido em Londres em 22 de fevereiro de 1857. Ele fundou o movimento entre 1907 e 1908, na Inglaterra, com foco na educação de jovens por meio de valores como fraternidade, lealdade e respeito à natureza. Atualmente, o movimento está presente em mais de 170 países. No Brasil, a União dos Escoteiros foi estabelecida em 4 de novembro de 1924.

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