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Dólar fecha abaixo de 5 reais enquanto Ibovespa acumula terceira queda

Dólar recua com melhora externa e Ibovespa atinge menor nível desde abril; petróleo oscila com tensão no Oriente Médio.

25/04/2026 às 13:46
Por: Redação

A cotação do dólar comercial encerrou a sexta-feira, 24, sendo negociada a 4,998 reais para venda, apresentando redução de 0,1% em relação ao valor anterior e ficando abaixo da marca de 5 reais. O desempenho da moeda foi impactado principalmente por uma melhora no ambiente internacional, impulsionada pela perspectiva de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã, o que diminuiu a aversão global ao risco.

 

A diminuição da procura por ativos considerados mais seguros, como o dólar, beneficiou moedas de mercados emergentes, incluindo o real. Mesmo com a queda observada ao longo do dia, a moeda americana acumulou avanço de 0,32% na semana. No acumulado do ano, contudo, o dólar apresenta desvalorização de 8,92%, refletindo o fortalecimento recente do real, que chegou a registrar a cotação mais baixa em mais de dois anos.

 

Nas últimas sessões, o mercado de câmbio foi marcado por ajustes técnicos e realização de lucros dos investidores após uma queda expressiva da moeda norte-americana. O Banco Central chegou a anunciar uma intervenção por meio da oferta simultânea de dólares à vista e contratos futuros, operação conhecida como casadão. Entretanto, a autoridade monetária rejeitou as propostas recebidas, considerando que não havia necessidade de intervenção naquele momento.

 

Ibovespa tem nova queda e acumula perdas na semana

A bolsa de valores brasileira registrou seu terceiro recuo consecutivo no pregão da sexta-feira, com o principal índice, o Ibovespa, fechando em baixa de 0,33%, aos 190.745 pontos, o menor patamar desde 14 de abril. Durante as negociações, o índice chegou a operar abaixo dos 190 mil pontos, cenário atribuído à realização de lucros, ou seja, à venda de ações por investidores que buscavam garantir ganhos após as recentes altas recordes.

 

No acumulado dos últimos sete pregões, o Ibovespa subiu em apenas uma sessão e terminou a semana com recuo de 2,55%. Apesar das perdas semanais, o índice ainda apresenta valorização de 1,75% em maio e avanço expressivo de 18,38% no acumulado do ano.

 

A performance negativa do Ibovespa foi influenciada pelo desempenho de papéis ligados ao setor de petróleo e pelo cenário internacional misto. Nos Estados Unidos, os principais índices acionários apresentaram comportamentos divergentes: enquanto os índices de tecnologia tiveram alta, os setores mais tradicionais fecharam o dia em queda.

 

Petróleo oscila com tensões no Oriente Médio

O mercado internacional de petróleo registrou forte volatilidade ao longo do dia, resultado tanto das preocupações com tensões geopolíticas como de sinais de possível distensão no conflito entre Estados Unidos e Irã. O barril do petróleo tipo Brent, referência no mercado internacional e parâmetro utilizado pela Petrobras, encerrou o dia com desvalorização de 0,22%, cotado a 99,13 dólares. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, fechou a 94,40 dólares por barril após queda de 1,5%.

 

Apesar das quedas nesta sessão, o Brent acumulou alta de 16% na semana, enquanto o WTI avançou quase 13% no mesmo período. O movimento expressivo dos preços é reflexo das preocupações com a oferta global de petróleo, com ênfase para o conflito no Oriente Médio. A situação permanece crítica no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte do produto, onde o tráfego está reduzido e há ocorrências de apreensão de embarcações.

 

As negociações em andamento após a extensão do cessar-fogo no Irã seguem marcadas por cautela dos investidores, que continuam acompanhando de perto os desdobramentos geopolíticos e seus impactos sobre o mercado financeiro.

 

Com informações da Reuters

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