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Mais de 24 mil indígenas recebem assistência do Proadi-SUS em regiões isoladas

Ações do Proadi-SUS incluem teleconsultas, capacitação e pré-natal em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas

17/04/2026 às 00:38
Por: Redação

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), desenvolvido pelo Ministério da Saúde, já realizou atendimentos para mais de 24 mil indígenas em áreas de difícil acesso no território nacional.

 

Os serviços ofertados pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas abrangem atendimentos de pré-natal, treinamento destinado a profissionais de saneamento e a realização de teleconsultas, com o objetivo de ampliar o acesso à saúde nessas populações.

 

O Proadi-SUS viabiliza, por meio de parcerias com hospitais privados, o uso de plataformas eletrônicas que conectam médicos das Unidades Básicas de Saúde a centros de referência em regiões indígenas remotas, utilizando recursos de telemedicina para superar barreiras geográficas.

 

Resultados em diferentes estados

Na região Norte e no Nordeste, as ações do programa têm alcançado resultados expressivos. Em Alagoas e Maranhão, foram atendidas 22 comunidades indígenas, totalizando 256 teleconsultas e 178 pessoas beneficiadas por essas iniciativas.

 

Esse trabalho foi realizado em colaboração com a Beneficência Portuguesa, sediada em São Paulo, que contribuiu para a ampliação do atendimento nessas localidades.

 

Nos estados da Paraíba e do Piauí, o hospital Hcor participou do projeto realizando 822 teleconsultas. Nesses atendimentos, o índice médio de resolução supera 90%, o que permitiu evitar o encaminhamento de 747 pacientes para outros níveis de atenção em saúde.

 

O projeto TeleAMEs, desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein, implantou três pontos de telessaúde em unidades indígenas do estado de Rondônia, atendendo até o momento 315 indígenas pertencentes às etnias Karitiana, Suruí e Cinta Larga.

 

Impacto na saúde materno-infantil e rastreamento de câncer

Na área indígena Xavante, situada em Mato Grosso, o projeto denominado Melhoria para Saúde Materna e Infantil e Prevenção ao Câncer do Colo do Útero na Saúde Indígena (MICC), também executado pelo Einstein, contribuiu para aumentar a cobertura de rastreamento do câncer do colo do útero para 76%. Já o acompanhamento de gestantes superou 96% de cobertura nesta região.

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