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Trem do Choro realiza 13ª edição com tributo a Nilze Carvalho

Evento musical em trem do subúrbio carioca celebra Dia Nacional do Choro e destaca trajetória de Nilze Carvalho

21/04/2026 às 19:51
Por: Redação

No feriado estadual de São Jorge, celebrado em 23 de abril no Rio de Janeiro, será promovida a 13ª edição do Trem do Choro, evento que integra a comemoração do Dia Nacional do Choro e homenageia o nascimento de Alfredo da Vianna Filho, conhecido como Pixinguinha. Esta ação ocorre em parceria com a SuperVia e transforma uma viagem de trem pelos trilhos do subúrbio carioca em uma experiência musical diferenciada.

 

O Trem do Choro teve início em 2012, quando o músico Luiz Carlos Nunuka, junto a outros colegas, instituiu uma roda de choro em Olaria, bairro da zona norte carioca, denominando-a Instituição Cultural Grupo 100% Suburbanos. O êxito da iniciativa motivou, no ano seguinte, a participação da SuperVia, que passou a ceder um trem exclusivo sempre na data do Dia do Choro. Desde então, conjuntos de choro ocupam cada um dos oito vagões do trem, nomeados em homenagem a grandes expoentes do gênero, sendo o vagão inicial dedicado ao Mestre Pixinguinha.

 

“E a cada ano, o Trem do Choro está se espalhando cada vez mais”, disse à Agência Brasil Itamar Marques, do Coletivo Trem do Choro, responsável pela organização e promoção anual do evento. Para participar, basta pagar a tarifa regular de embarque.


 

Mulheres ganham destaque com homenagem a Nilze Carvalho

Nesta edição, a homenageada é Albenise de Carvalho Ricardo, chamada popularmente de Nilze Carvalho. Nascida em 1969, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Nilze é cantora, compositora, bandolinista e cavaquinista, formada em música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), com trajetória consolidada na música popular brasileira, sobretudo no choro instrumental e no samba do Rio de Janeiro.

 

De acordo com Itamar Marques, a decisão de homenagear a instrumentista se fundamenta na intenção de enaltecer todas as mulheres, em especial diante das recorrentes situações de violência e agressão enfrentadas por elas no país.

 

“Nada mais justo do que homenagear a mulher através de Nilze Carvalho”, destacou. Nilze ficará no primeiro carro, que tem maquinista. Em cada estação, o trem para convidando o público a integrar-se à festa e ouvir grandes chorinhos.


 

Neste ano, está prevista ainda a oficialização do Coletivo Trem do Choro, formado por diversas instituições culturais da região da Leopoldina.

 

“São várias mãos, cada uma na sua especialidade, para não deixar morrer a história do Trem do Choro e a gente manter essa parte cultural. Porque o choro hoje é mundial e seu público está cada vez mais aumentando”. Conforme estimativa de Itamar Marques, entre seis mil e sete mil pessoas participam anualmente do Trem do Choro.

 

Detalhes da programação e atividades do evento

O início da programação está agendado para às 10h, na Estação Central do Brasil, especificamente na Plataforma 12. A partida do trem ocorrerá às 11h18, com destino à Estação Olaria, simbolicamente intitulada “Estação do Choro Zé da Velha”. Durante todo o percurso, conjuntos de choro farão apresentações nos diferentes vagões, promovendo a tradição da música instrumental brasileira.

 

Após a chegada em Olaria, músicos e participantes seguirão em cortejo pelo Circuito Mestre Siqueira em direção à Travessa Pixinguinha, local onde o homenageado do dia residiu e que receberá prestações de tributo. Na sequência, será realizada a tradicional roda de choro, além de uma feira cultural organizada pelo Instituto Cultural Grupo 100% Suburbano, na Praça Ramos Figueira, também conhecida como Reduto Pixinguinha. Nesse espaço, haverá ainda uma ação social desenvolvida em colaboração com o Lions Club.

 

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