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Transplante de membrana amniótica é incorporado ao SUS para tratar diabetes

Novo procedimento no SUS deve beneficiar mais de 860 mil pessoas por ano com diabetes ou lesões oculares

16/04/2026 às 21:44
Por: Redação

O Ministério da Saúde adicionou o transplante da membrana amniótica entre os procedimentos oferecidos para o tratamento de diabetes e de problemas oculares pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi aprovada após análise favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

 

Segundo comunicado divulgado pelo órgão, a nova tecnologia passa a ser indicada no âmbito do SUS para pacientes com feridas crônicas, casos de pé diabético e diferentes alterações oculares. De acordo com estimativas oficiais, mais de 860 mil pessoas poderão ser beneficiadas anualmente por essa incorporação.

 

Aplicações e vantagens do método

A membrana amniótica, utilizada na medicina regenerativa, é um tecido obtido durante o parto. Suas propriedades incluem ação anti-inflamatória e capacidade de estimular a cicatrização, colaborando para a diminuição de complicações associadas a inúmeros quadros clínicos.

 

No caso específico do pé diabético, o uso do transplante desse tecido proporciona um processo de cicatrização até duas vezes mais rápido em relação aos métodos convencionais de curativo. Desde 2025, o SUS já utilizava a membrana amniótica em tratamentos voltados para queimaduras de grande extensão.

 

Entre as aplicações oftalmológicas, o transplante demonstra eficácia na recuperação de estruturas como pálpebras, glândulas lacrimais e cílios. O procedimento atua no fechamento de feridas e contribui para a redução de dores, além de favorecer a restauração da superfície ocular.

 

“O novo curativo biológico também contribui para a redução do risco de novas lesões e melhora a qualidade da visão, sendo uma opção eficaz, principalmente para casos mais graves ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea”, destaca o ministério.


 

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